quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ENQUANTO ISSO NO CANADÁ...



Agnaldinho Campello, conhecidíssimo calunista social de capital, depois de uma bem sucedida campanha para colocar o nome de uma emergente sapatão no rol das mulheres aceitáveis pela elite pessoense, mandou seu rebento para o Canadá.  O rapaz queria aprender inglês, mas o pai por não entender muito de geografia, enviou o menino para Montreal onde se fala francês e não inglês.  O rapaz, no frio canadense, sofre de depressão e enjoo, tédio e bullying na escola.

Na verdade, Agnaldinho Campello vive de sugar os possíveis emergentes da cidade.  Tem uma equipe que fareja a chegada de novos ricos para deles extrair o quanto puder em dinheiro, favores e  todo tipo de extorsão que garanta a entrada deles no mundo dos ricos e famosos (????) de João Pessoa.  Parte da equipe da calunia social é especializada em fazer dossiês sobre raparigagens, cornices, viadagens e troca-trocas no meio emergente e depois chantagear a society local em troca de “presentes” como passagens aéreas, viagens internacionais, festas deslumbrantes, carros importados, pagamento de faturas de cartões de crédito e coisa do tipo.

Imitando o BBB, os emergentes e a pobre elite pessoense faz de tudo para ter uma nota nas calunias sociais ou se possível, fotos. Querem aparecer de qualquer jeito.  Por causa disto, tanto  Agnaldinho quanto outros calunistas sociais entram nas lojas de roupas, perfumes e sapatos e escolhem o quem bem quiserem, sem ao menos perguntar o preço.  As atendentes desavisadas vão cobrar a conta e eles fazem a pergunta clássica: “você sabe com quem está falando?”  A gerente corre aflita e explica que já está tudo pago, pois senão a loja será difamada na calunia social do próximo domingo.  Passam a sacolinha em agências de viagens, hotéis e restaurantes. 


Certa vez, num famoso motel da cidade, uma calunista social e seu amante não tinham como pagar a conta.  A gerente ameaçou chamar a polícia, mas a calunista era casada e temeu que sua estória fosse parar na calunia social de seus amigos calunistas. É um mundo bem solidário.  O amante escapou sorrateiramente do motel no carro da madame dizendo que ia pegar dinheiro no caixa eletrônico mais próximo.  A calunista ficou no quarto, por longas 5 horas e nada.  Sem lenço e sem documento foi resgatada por um editor de revistas de festas em troca de 5 convites para um famoso réveillon.

Dominica Gretta, outra famosa calunista, ameaça divulgar uma intoxicação intestinal em sua calunia diária para não pagar as contas dos restaurantes que frequenta.  Flavinho Belaldo, outro malandro, se especializou em organizar eventos internacionais para jovens emergentes.  Leva seu amante, um pequeno delinquente especializado em boa noite cinderela para homens maduros, como auxiliar técnico.  Teve seu carro zero tomado de uma concessionária depois de atrasar o leasing por 8 meses.  Tentou extorquir o dono da empresa, mas este ameaçou contar aos outros calunistas que Flavinho pagou o seguro do carro com um cheque falsificado pelo seu amante.

Neste mês de janeiro, estão todos pela área das praias de Cabedelo tentando descobrir entre campinenses, areenses, sertanejos e gente que mora em João Pessoa e aluga uma casa por lá, os mais eficazes métodos de capturar estas presas que sonham um dia aparecer nas calunias sociais da nossa famosa capital.

Drink calunia social:
1 dose de Royal Salutte (coloque um whisky qualquer na garrafa de Royal Salutte que os emergentes nem vão sentir a diferença)
Complete com água de côco ou Perrier (coloque qualquer água na garrafa Perrier que os emergentes nem vão sentir a diferença)
Três cubos de gelo (repita o procedimento da água)

Um comentário:

O Andarilho das Palavras disse...

Excelente conto "real" da "vida como ela é" (Nelson Rodrigues não faria melhor)dos causos da Província da Parahyba.

Obs.: Eu não aguento mais essa história de Luíza (Deixa essa criatura em paz no Canadá - e que ela só volte aqui quando aprender a trabalhar ou a "ralar" mesmo, feito gente...não como vermes e outros parasitas...