quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ENQUANTO ISSO NA MARCHA PRA JESUS


A Marcha para Jesus foi um sucesso e tanto. Antes ela começava lá na Epitácio, mas agora o percurso é bem curtinho. Falta fé ou resistência física aos fiéis?


Os organizadores resolveram colocar uma campanha de doação de sangue desta vez, talvez inspirados na paixão de cristo. Quando a festa estava no auge, com louvores, dancinhas comportadas, cerveja sem álcool, litros e mais litros de água mineral, rolou um estresse tremendo. É que de repente um grupo de gays e drags apareceram na orla em plena marcha a saltitar, gritar e distribuir camisinhas.

Vindos do interior, as bibas erraram a data. Como a parada gay e a marcha para Jesus acontecem em finais de semana colados, eles pensavam estar na parada gay quando a manifestação era a marcha pra Jesus.


Ao verem uma biba vestida de vampira pop, alguns organizadores até pensaram se tratar de um golpe de marketing para a campanha de doação de sangue. Ao verem uns rapazes de jaleco, algumas bibas até pensaram estar diante de go-go boys prontos para mostrar as sunguinhas por baixo do jaleco. Mas até então todos dançaram livremente. Eis que um pastor chega perto de um dos gays e pergunta se ele aceita Jesus. “Menino, eu dava um chega pra lá naquela Madonna e rasgava Jesus todinho!” responde o entendido. O pastor acha estranho, mas pensa se tratar de um destes católicos moderninhos, já que ele falou em Madonna, a Nossa Senhora, mas ainda não sacou este lance de rasgar Jesus.


Lá pras tantas, as bibas acham estranho não rolar nenhuma música eletrônica, não ter nenhum carro de som com neon, além dos rapazes presentes estarem tão certinhos. Depois de muita cachaça, as drags partem para o ataque frontal. Tentam beijar um pastor cinquentão que levantava as mãos para o céu em louvor. Uma drag pensou que ele estava cantando “It´s raining man” e grita “aleluia” já partindo para um beijo de língua mortal. Quando os fiéis enrustidos olham aquela cena, gritam “uh-ruh!” e se agarram com as bibas numa cena prá lá de Sodoma e Gomorra. Alguns pastores mais tradicionais acreditaram se tratar de uma encenação sobre 2012, o final dos tempos.


Um grupo de senhoras evangélicas se abraçaram com duas travestis imaginando que finalmente o movimento evangélico seria capaz de salvar aquelas almas perdidas. Neste encontro, uma das travecas encontra um dos maridos destas senhoras e o reconhece gritando: “Trajaninho, vem chupar sua bubuca, bofe!”, explicando à senhora que o honrado senhor Trajano, nas horas vagas se veste de bebê e fica chupando a bubuquinha dela, pra sair leitinho. O senhor chega a ensaiar um enfarto, mas sua esposa já adere ao movimento xuxuquinha, dizendo realizar finalmente o sonho de chupar um bubu que funcione.

No bucho de Tamandaré, a festa termina com balões e camisinhas infladas, os enfermeiros do da coleta de sangue arrastados pra uma boate gay e algumas bibas se convertendo enfim aos bons e retos caminhos de Jesus, sem Madonna!

2 comentários:

Fernando disse...

Sempre criativo e dotado de uma inteligência ímpar!!!

UM GRANDE ABRAÇO!!!

ADRIANA disse...

chama isso de criatividade? e é pq se diz professor da UFPB hem? deveria respeitar as mulheres, pois elas detém de criativade de verdade não iqual a tua ô Professor pq educador vc ta longe de ser!!!