domingo, 12 de outubro de 2008

ENQUANTO ISSO ÀS VÉSPERAS DE UMA ELEIÇÃO...

Estive sem escrever durante este tempo porque estou engajado na campanha do Partido da Confraria das Sanguessugas. Fiquei encarregado de recolher doações de empresas que queiram sonegar impostos. A nossa contra partida é que elas irão ganhar todas as nossas licitações fraudulentas e construir viadutos, comprar ambulâncias e prestar serviços às populações carentes. Já imagino a cena: uma ambulância superfaturada vai subindo o viaduto de cimento falsificado, a estrutura não agüenta e desaba matando uma senhora de 70 anos, sua nora malvada e o motorista da ambulância que vinha de um hospital da capital sem médicos plantonistas, sem leitos disponíveis e ameaçado por uma greve de enfermeiras.

Nada de diferente dos outros. Mas, enfim, vamos à carta-proposta do nosso partido:

- contratar aqueles vendedores da terapia do riso para substituir os médicos: eles são tão chatos que os doentes vão melhorar só pra não aturar aquela conversa fiada;

- contratar os violeiros de praia pra acompanhar os vendedores de cartões da terapia do riso;

- obrigar as militantes a usar o modelito Heloísa Helena: calça jeans fubenta, camiseta branca, cabelo oleoso sem corte, cara de ódio, histeria;

- construir hospitais-cemitério: através do plano de saúde “pague pra entrar e reze pra sair (vivo)”, o usuário já contará com o serviço de ambulância (sanguessuga) e carro funerário. Inclusive vai resolver o problema dos sem-terra, pois, uma vez morto, o cidadão terá sua terrinha garantida pra sempre!

- política de cotas nas universidade e escolas: cotas pra patricinhas, mauricinhos, bombados de academia, filhinhos de papai e toda essa gente que paga universidades privadas com sacrifício. Por se tratar de deficientes mentais, os professores aposentados iriam ser recrutados para dar aulas juntamente com aqueles chatinhos que ficam no canto da tela nos programas eleitorais balançando as mãos e fazendo careta o tempo todo.

E agora nosso programa especial de bolsas ( o carro-chefe da nossa campanha):

- bolsa-ladrão: cartão que pode ser usado à noite em lugares inóspitos e perigosos nas principais cidades. O ladrão poderá sacar o dinheiro da vítima em qualquer posto autorizado pelo narcotráfico, companhias telefônicas, planos de saúde ou assembléias legislativas e câmaras municipais ou qualquer órgão que tenha convênio com o roubo e a corrpupção;

- bolsa-quenga: visando acabar com a prostituição no país, a bolsa-quenga é um cartão que pode ser usado pela menina quando a clientela for pouca. Ela inclusive vem com um dispositivo automático que roda a bolsinha quando a portadora se aproxima de um bofe com cara de rico.

- bolsa-frango: dispositivo cor-de-rosa de uso exclusivo de bicha pão-com-ovo, atendendo à política da renda mínima e diversidade sexual. Para impressionar bofes heteros em boates da moda, a biba poderá usar esse cartão e comprar roupas falsificadas de grifes famosas. A bicharada também usa Prada!

- bolsa-feminista: cartão feito por mão-de-obra escrava de freiras virgens do Borneo, essa modalidade de bolsa tem por inspiração a sensualidade de Heloísa Helena, representante maior da força feminina do Brasil. A portadora deve brigar com todo mundo, ser contra tudo, ter atestado de histérica e apresentar claros sinais que é mal-comida;

- bolsa-ecologia: um cartão que vem com uma bolsa feita de couro de mico-leão dourado, rebordado de couro de jacaré do papo amarelo e penas de ararinha azul forrada com estômago de baleias mink; usada por militantes que vivem viajando com o dinheiro público na maior farra, eco-chatos, suicidas ou caçadores arrependidos em geral;

- bolsa intelectual-chato-de-esquerda: cartão que garante passe-livre em sessões de cinema iraniano ou filmes europeus de diretores inexpressivos, monólogos de teatro com atores decadentes, sessões de debate sobre arte popular ou de vanguarda, além de ingressos pra instalações em bienais e outras coisas sem sentido.

Assim leitor, no dia 1º, tecle 171 e confirme seu voto num país do futuro (de quem sobreviver, claro).

Drink eleitoral:

Uma vez que a Justiça não permite birita durante as eleições, tome uma dose de lactopurga e aumente a cagada dos políticos neste pleito!

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